Durabilidade, Validade e Garantia de Colchões

Existem três fatores que caracterizam a vida útil de um colchão: a durabilidade, a validade e a garantia.

Estudos sugerem que anualmente a massa de um colchão de espuma aumente em 20%, devido ao acúmulo de microrganismos, pele morta, poeira, ácaros, carcaças de ácaros, fezes de ácaros, fungos (causados por suor ou umidade), etc. Sabendo disso podemos dizer que a durabilidade de um colchão é a mesma coisa que sua validade, que também é definida pela garantia.

Ou seja, um colchão deve ser trocado, idealmente, não muito além do fim do período de garantia.

Por este motivo deve-se escolher muito bem a marca e o modelo do colchão no momento da compra, não usando apenas o preço como fator decisivo, mas sim a orientação de um vendedor técnico em colchões, normalmente empregados das lojas exclusivas de colchões (leia mais aqui).

Contudo, deve-se considerar que nem sempre a garantia extensa é sinônimo de qualidade. Pode haver empresas que ofereçam garantias imensas como argumento de venda, mas seus produtos serem de qualidade inferior a outros de garantia um pouco mais restrita.

Há estudos que indicam que a durabilidade — logo, também a validade — de um colchão de espuma seja da ordem de três anos (devido aos fatores explicados acima). Isto posto, é lógico deduzir que seja esta também a durabilidade da espuma de um colchão de molas.

Alguns fabricantes de colchões de mola oferecem garantias superiores a uma década, mas é prudente considerar os fatores acima expostos e verificar atentamente os termos da garantia, pois esta normalmente se refere apenas ao sistema de molejo, que por ser produzido em aço pode, se bem cuidado, durar muito mais do que a própria garantia (validade).

Atualização: a certificação do INMETRO dá aos colchões de espuma uma garantia e validade de um ano. Alguns fabricantes podem oferecer uma garantia maior (garantia contratada), a seu critério. A garantia do colchão será válida a partir da data da emissão da nota fiscal de venda ao consumidor.

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do “animus narrandi”, protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF).

  

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